Publicidade com LGBT+ fazem a diferença sim!

Esta semana o público foi surpreendido com um comercial lançado pela empresa de creme dental Colgate (do México), onde um casal gay consegue a ajuda de um idoso e de seu neto com a mudança. O comercial, além de fofo, levanta uma bandeira muito sutil sobre a homossexualidade. E hoje nós vamos entender porque que levantar esse tipo de bandeira é muito importante e extremamente benéfico para a nossa comunidade.

 


 

Sabemos que nem todo gay quer levantar bandeira a respeito de sua sexualidade, e isso todo mundo sabe, mas, por que nós temos que ficar felizes quando grande empresas levantam essa bandeira? Simples. Porque enquanto essas pessoas não se comprometem com a causa, há pessoas LGBT+ morrendo em todas as partes do mundo apenas por serem quem são e por demonstrarem sua identidade.

 

Há diversos comerciais espalhados pelo mundo com a temática LGBT+. Infelizmente, esses comerciais ainda são minoria e, quando vinculados, há uma enxurrada de comentários preconceituosos. Este foi o caso de uma peça publicitária vinculada pela empresa de creme dental Close-Up que, no dia do beijo, postou em todas as suas redes sociais diversos tipos de beijos, incluindo beijos gays. E o que era para ser uma campanha para divulgar e enaltecer o amor, virou um terreno de discussões e “opiniões” contrárias. Felizmente, a empresa não se abalou e a campanha gerou repercussão e também um retorno muito positivo.

 

 

A loja de roupas C&A também passou por uma situação parecida quando a cantora evangélica Ana Paula Valadão pediu aos seus fãs e seguidores no Facebook para que promovessem um boicote a loja apenas por vincular um comercial da nova coleção de roupas sem gênero para o dia dos namorados. Além de promover o boicote, a cantora também se posicionou contra a ideologia de identidade de gênero e fez diversos comentários e hashtags homofóbicas. Um show de horror!

 

 

Toda esta “Santa Indignação” da cantora se deve a esse comercial:

 


 

Há ainda o caso do comercial da perfumaria “O Boticário” que também ganhou críticas de religiosos e homofóbicos e foi alvo de um pedido de boicote pelo Pastor Silas Malafaia. O comercial, apenas mostra diversos tipo de casais e salienta que o amor é válido em todos eles. O vídeo já acumula mais de três milhões de visualizações no Youtube e os comentários (como sempre) são recheados de ofensas homofóbicas e religiosos se declarando contra. Veja o comercial abaixo:

 


 

Esses são apenas três dos exemplos mais famosos da publicidade brasileira, onde a causa e a intenção foram boas para a comunidade e os resultados foram muita polêmica causada por preconceito.

 

Primeiramente, é preciso observar que não se pode generalizar os religiosos. Em todos os sexos, idades e religiões há pessoas intolerantes, por isso, generalizar os evangélicos pelas falas de alguns é ser tão preconceituoso quanto os pastores que nós conhecemos bem. Mas, infelizmente, é fato que a grande maioria das pessoas evangélicas tem sim preconceitos e se escondem atrás de um livro escrito há mais de dois mil anos atrás para destilar homofobia. Aliás, a leitura da Bíblia é seletiva por parte dos evangélicos, visto que há várias passagens de condenações e apenas as de interesse da religião são citadas a exaustão. Fora que o Cristianismo pregado por Jesus Cristo no Novo Testamento fala sobre amor e sobre não julgar ao próximo. Então, por que isso acontece?

 

Mas voltando ao tema inicial: é sempre muito importante grandes empresas se posicionando a favor da nossa causa. Nós queremos visibilidade. Nós queremos causar. Nós queremos promover um debate. Nós queremos fazer barulho. Porque se não aceitam quem a gente é por bem, vão aceitar por imposição! Porque nenhum LGBT+ precisa da “opinião” de ninguém. A gente só precisa de liberdade e de respeito!

 


 

E você?! Concorda? Discorda? Quer acrescentar algo? O espaço é aberto e todos são bem-vindos! A única regra é: respeito!
 

Carson Sousa
Roteirista e Criador de conteúdo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *